ELETRÔNICA MÚSICA

Lost Frequencies e Mari Froes unem house music e brasilidade no novo single “Paraíso”

O encontro entre a música eletrônica europeia e a sonoridade brasileira ganha um novo capítulo com “Paraíso”, colaboração entre o produtor belga Lost Frequencies e a cantora e compositora brasileira Mari Froes. A faixa combina a atmosfera melódica característica do artista com referências à MPB, à bossa nova e ao samba que fazem parte da identidade musical de Froes.

Mais do que colocar dois nomes de universos diferentes na mesma produção, a parceria funciona porque nenhum dos lados tenta apagar a personalidade do outro. A voz intimista de Mari permanece no centro da composição, enquanto Lost Frequencies constrói ao redor dela uma produção house leve, orgânica e envolvente. O resultado é uma faixa que soa internacional sem perder o sotaque brasileiro.

“Paraíso” nasceu no Rio de Janeiro

A história da música começou no Rio de Janeiro, durante uma passagem de Mari Froes pela cidade. Foi ali que a artista escreveu a composição em parceria com DECCO.

A origem carioca da faixa acabou se tornando parte importante de sua identidade. Em vez de transformar a música em uma produção eletrônica genérica, Lost Frequencies preservou elementos que remetem diretamente ao ambiente em que ela nasceu.

O ritmo tem um balanço discreto, as texturas são orgânicas e os vocais carregam uma interpretação próxima, quase confessional. Por baixo de tudo, a house music estabelece o movimento necessário para levar a composição a outro território. É justamente nessa combinação que “Paraíso” encontra sua força.

Lost Frequencies amplia sua ponte entre pop e música eletrônica

Para Lost Frequencies, o lançamento representa mais um passo em uma carreira construída justamente sobre a capacidade de cruzar fronteiras entre a música eletrônica e o pop.

O produtor belga ganhou projeção internacional com “Are You With Me” e, desde então, acumulou sucessos como “Reality”, parceria com Janieck Devy, “Where Are You Now”, com Calum Scott, além de trabalhos mais recentes como “Black Friday (pretty like the sun)” e “Love Is The Only Thing”.

Com bilhões de reproduções acumuladas, o artista se tornou presença frequente em grandes festivais e rankings internacionais. Sua assinatura, entretanto, não depende apenas de grandes drops. A capacidade de trabalhar melodias, vocais marcantes e elementos orgânicos se tornou uma das características mais reconhecíveis de sua discografia.

Em “Paraíso”, essa abordagem encontra uma matéria-prima especialmente rica. “Algo em ‘Paraíso’ me conquistou imediatamente. A voz da Mari e a atmosfera brasileira que ela trouxe para a música já tinham muita personalidade. Meu objetivo era incorporar meu próprio som sem perder o calor que ela havia criado.”

Mari Froes leva nova geração da música brasileira para o mundo

Se Lost Frequencies chega à colaboração com uma trajetória consolidada na cena eletrônica internacional, Mari Froes representa uma fase diferente, mas igualmente interessante, da música brasileira.

A artista ganhou espaço inicialmente pela internet, conquistando uma audiência que se conectou à sua voz e à maneira contemporânea como revisita referências da música brasileira. Um dos momentos importantes dessa expansão internacional foi “Vaitimbora”, colaboração com a dupla francesa de música eletrônica TRINIX. A faixa ajudou a apresentar o trabalho de Froes a uma audiência ainda maior.

Depois, sua participação no projeto COLORS ampliou ainda mais a visibilidade da cantora, enquanto apresentações na Europa e na América do Norte passaram a fazer parte de sua trajetória.

O movimento coloca Mari dentro de uma geração de artistas brasileiros que não precisam abandonar suas raízes para dialogar com o mercado internacional. Pelo contrário: é justamente essa identidade que desperta interesse.

Ouça a música abaixo:

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