O Meli Music 2026 reuniu Anitta, Luísa Sonza, Pedro Sampaio, Normani e Gloria Groove na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, no último sábado (17). Com uma programação que misturou pop, funk e R&B, o evento entregou apresentações de diferentes estilos, momentos de euforia e discursos políticos que marcaram a noite. Apesar dos atrasos, a estrutura foi um dos pontos positivos da experiência.
Meli Music: uma estrutura bem pensada, mas com atrasos que incomodaram
A organização do Meli Music acertou em aspectos importantes da experiência do público. Dentro da Mercado Livre Arena Pacaembu, a sinalização facilitava a circulação, e a distribuição de bares, banheiros e pontos de alimentação ajudou a evitar que o espaço se tornasse um problema. A entrega de leques também foi um detalhe simpático e útil para quem passou horas acompanhando os shows.
O principal ponto negativo ficou por conta dos atrasos. A entrada do público demorou mais do que o previsto, mesmo para quem chegou pontualmente à abertura dos portões. A situação se repetiu durante a programação, com todos os shows sofrendo atrasos. Anitta, por exemplo, estava prevista para subir ao palco às 20h20, mas começou sua apresentação apenas às 21h20.
A falta de pontualidade pode comprometer a experiência de quem se organiza para assistir a determinados artistas em horários específicos. Ainda assim, o Pacaembu se mostra um espaço interessante para um festival. Por ser um estádio de dimensões mais compactas, até mesmo quem acompanhou os shows da arquibancada conseguiu ter uma experiência relativamente próxima do palco, sem a sensação de distanciamento comum em grandes arenas.
Luísa Sonza e Pedro Sampaio levantam o público
Luísa Sonza levou ao Meli Music a energia característica de suas apresentações, com um show animado e cheio de presença de palco. A cantora também aproveitou o espaço para se posicionar politicamente, em um momento no qual vinha recebendo cobranças nas redes sociais por suas manifestações diante das eleições de 2026. Em meio a um cenário de debates cada vez mais intensos, a artista compartilhou suas convicções diretamente com o público.
Mas, se o assunto é fazer a plateia sair do chão, Pedro Sampaio merece um destaque à parte. Como diz aquele famoso ditado, seu show é capaz de levantar até defunto. É humanamente impossível ficar parado diante da energia que o artista leva ao palco, transformando a arena em uma verdadeira pista de dança.
Mesmo com hits que acompanham sua trajetória desde o início, Pedro consegue trazer novas roupagens para as músicas e manter a apresentação dinâmica. A resposta do público foi imediata, com muita gente pulando, dançando e cantando do começo ao fim. Além da música, ele também fez discursos sobre a situação política do país, recebidos com gritos e aplausos.
O show foi marcado por cores, leques em movimento e uma sensação de liberdade e pertencimento. Mais do que assistir à apresentação, o público parecia fazer parte dela.
Normani muda o ritmo da noite
Depois da intensidade de Pedro Sampaio, Normani trouxe uma proposta diferente, com referências ao pop e ao R&B. A mudança de ritmo acabou esfriando um pouco a plateia, que vinha embalada pelo funk e pelas batidas mais aceleradas.
A cantora demonstrou habilidade na dança e presença de palco, além de tentar se aproximar do público brasileiro falando português e incorporando sucessos do Fifth Harmony ao repertório. Ainda assim, a apresentação não pareceu gerar a mesma conexão com uma plateia que demonstrava preferência por músicas mais enérgicas.
Anitta encerra a noite com hits e uma catarse coletiva
Anitta fechou o Meli Music com uma apresentação que revisitou diferentes fases de sua carreira. Fugindo da expectativa de um show concentrado apenas na proposta das turnês de Equilibrivm e Equilibrivm 2, a cantora mesclou músicas recentes com sucessos mais antigos, como “Loka”, “Contatinho” e “Some Que Ele Vem Atrás”.
A mistura trouxe diferentes atmosferas ao espetáculo, alternando momentos mais tranquilos com explosões de energia. Um dos grandes destaques foi a passagem pela era “Savage Funk”, que transformou a arena em uma verdadeira catarse coletiva, com rodinhas, saltos, dança e pessoas vibrando juntas. A euforia tomou conta do público e mostrou a força do funk como elemento de conexão.
A cantora também aproveitou o palco para falar sobre liberdade, diversidade religiosa e diferentes formas de amor, reforçando a importância de cada pessoa poder ser quem é. Assim como Luísa Sonza e Pedro Sampaio, Anitta deixou claras suas convicções políticas, tornando o posicionamento um dos assuntos recorrentes da noite.
Mesmo com os atrasos acumulados, o público permaneceu para acompanhar o encerramento, prestigiando uma das maiores artistas da música brasileira. Foi um final que combinou nostalgia, hits recentes e a energia que faz de Anitta uma presença tão forte nos grandes eventos.
O saldo do Meli Music 2026
No geral, o Meli Music entregou uma experiência positiva, com uma estrutura funcional, boa circulação e um line-up que reuniu diferentes vertentes da música pop. Luísa Sonza trouxe energia e posicionamento, Pedro Sampaio protagonizou um dos momentos mais explosivos da noite, Normani apresentou uma proposta diferente e Anitta encerrou o festival em clima de celebração.
O atraso na entrada e nos shows foi o principal ponto a melhorar, especialmente para quem se programa para acompanhar apresentações específicas. Fora isso, o evento mostrou como a combinação entre música, liberdade de expressão e conexão com o público pode transformar uma sequência de shows em uma experiência coletiva marcante.
