Com produção de Martin Scorsese e direção de Lynne Ramsay, “Morra, Amor” chega aos cinemas brasileiros em 27 de novembro. Estrelado por Robert Pattinson e Jennifer Lawrence, o longa adapta o perturbador romance de Ariana Harwicz.
Prepare-se para mergulhar em uma jornada emocionalmente desconcertante sobre amor, instabilidade e os limites da sanidade. O drama psicológico “Morra, Amor” (Die My Love), estrelado por Jennifer Lawrence e Robert Pattinson, tem estreia confirmada nos cinemas brasileiros no dia 27 de novembro, com distribuição da Paris Filmes.
O longa é uma adaptação do livro homônimo da autora Ariana Harwicz, uma das vozes mais viscerais da literatura contemporânea em língua espanhola, conhecida por suas obras que exploram com profundidade a fragilidade emocional feminina e a selvageria da condição humana. A adaptação cinematográfica é dirigida pela aclamada Lynne Ramsay, de “Precisamos Falar sobre Kevin”, e teve sua première na edição mais recente do Festival de Cannes, onde foi amplamente elogiada por sua carga emocional e abordagem visual intensa.
Um retrato inquietante da maternidade e da psique feminina
Ambientado em uma zona rural isolada dos Estados Unidos, “Morra, Amor” acompanha a história de Grace, interpretada com intensidade por Jennifer Lawrence. Recém-mãe, ela tenta se adaptar à nova rotina familiar enquanto lida com uma espiral de pensamentos sombrios, sentimentos ambíguos e um crescente distanciamento emocional.
A maternidade, longe de ser retratada como um estado de plenitude, surge como um catalisador de perturbações mentais profundas, expondo a tensão entre o instinto maternal idealizado e a realidade crua das pressões sociais e psicológicas. Ramsay constrói esse universo com a mesma sensibilidade crua que marcou suas obras anteriores, criando uma protagonista que não busca a redenção, mas sim compreensão e espaço para existir em sua plenitude emocional – inclusive na dor.
Bastidores: Martin Scorsese na produção e um elenco afiado
Além da presença magnética de Jennifer Lawrence no papel principal, o elenco traz ainda Lakeith Stanfield, Nick Nolte e a premiada Sissy Spacek, todos entregando performances que aprofundam a atmosfera claustrofóbica e emocionalmente carregada da obra. A produção do filme conta com ninguém menos que Martin Scorsese como produtor executivo, garantindo que o projeto tenha tanto respaldo técnico quanto prestígio no circuito internacional.
Em declaração oficial, a diretora Lynne Ramsay destacou:
“O cerne desta história se concentra na complexidade do amor e em como ele pode mudar e se transformar ao longo do tempo. Procurei torná-lo realista, humano, espontâneo e, às vezes, engraçado, capturando os momentos que parecem pequenos, mas carregam muito peso.” Ela ainda completa: “Este filme é para qualquer pessoa que já esteve em um relacionamento – há dor e beleza na vulnerabilidade.”
De romance cult à tela grande
Publicado originalmente em 2012, o livro “Morra, Amor” foi traduzido para mais de 15 idiomas e conquistou espaço como uma das obras mais brutais e líricas da literatura contemporânea argentina. A escrita de Harwicz é marcada pela subjetividade crua, estilo fragmentado e uma tensão permanente entre poesia e violência. Trazer esse universo para o cinema era uma tarefa delicada — e Ramsay, com seu domínio visual e temático, parece ter sido a escolha perfeita para a empreitada.
Estreia no Brasil
“Morra, Amor” estreia em 27 de novembro nos cinemas brasileiros, com distribuição pela Paris Filmes. A produção promete provocar debates, desconstruir mitos em torno da figura materna e escancarar as zonas cinzentas dos afetos humanos.
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