CRÍTICAS

Saltburn: É tudo isso e muito (muito) mais – Crítica!

“Saltburn” chegou nos últimos dias de 2023 e já conseguiu iniciar uma onda de críticas e cenas que vieram para incomodar, afinal, ser simples e discreta não é a característica mais forte da diretora e roterista Emerald Fennell.

Apesar de um primeiro momento, a narrativa tentar contar a história de um jovem com poucos recursos financeiros e sociais em um ambiente onde os ricos imperam, a diferença de classes está longe de ser o foco do longa.

Com uma narrativa peculiar e que sabe o seu objetivo, Saltburn é tudo e mais um pouco. Seus exageros são bem definidos e, apesar de não ter o choque como principal foco, o roteiro mostra que, para uma aristocracia dos anos 2000, ter e poder tudo é o que poucos podem desfrutar.

Além de cenas que marcaram (seja de forma positiva ou não), o longa possui também diálogos e analogias que vieram para mostrar que não, nunca é demais querer mais do que está disponível na mesa. Com um bom contraste e jogos de luzes, a direção mostra a que veio, seja em momentos mais “tranquilos” e divertidos, ou em momentos que o vermelho vivo tomará conta de uma sala inteira.


Acompanhado da direção impecável de Fennell, o elenco também vem com o talento e força necessários para a composição de cada personagem, como é o caso do Barry Keoghan. Seu personagem, Oliver, é misterioso e perturbador no nível mais absurdo possível, elevando os olhares e atenção do público sobre o que vem a seguir.

Diferente de Felix, interpretado por Jacob Elordi, que é um jovem rico, “gentil”, “gente boa” e muito (muito) sedutor, seja de forma sexual ou não. Ele é a representação da figura que todos querem ter ou ser.

Somos jogados no mundo estranho e peculiar da elite. Mas esse filme viralizou tanto com suas cenas nojentas e estranhas, que não podemos deixar de mencionar quantas vezes ficamos: “Cara, é sério?!”

Apesar de muitos desconfiarem do final do filme, o roteiro sabe como manter seu público entretido, enojado, maravilhado, embasbacado e agoniado. Ele vai ao limite, respira e depois ultrapassa a linha do que é aceitável. Sim, Saltburn é tudo isso. Essa é a história de como ter e poder não é para quem quer, e sim, para quem nasce.


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