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Exclusivo: Massuma estreia com single explosivo e fala sobre recomeço, identidade e futuro

Com mais de 2 milhões de streams e suporte de Keinemusik, Massuma estreia com “Contesto” e compartilha sua transformação criativa em entrevista exclusiva. Leia abaixo:

Por trás de uma das tracks mais explosivas do Afro House em 2025, existe uma reinvenção ousada. O DJ e produtor Massuma, antes conhecido como Sam Savage, acaba de marcar território na cena eletrônica com “Contesto”, seu single de estreia lançado em 4 de julho pelo selo VOD, da renomada crew Keinemusik.

A faixa, produzida em colaboração com DOSAMIS, viralizou nas pistas do verão europeu antes mesmo de ter um nome. Circulando como uma ID misteriosa em reels e sets de DJs como Carlita, Shimza, MoBlack e Amémé, Contesto rapidamente se tornou um fenômeno. Desde seu lançamento oficial, alcançou mais de 2 milhões de streams, dominou o topo dos áudios em alta no Instagram, ficou em #2 no chart Afro House da Beatport e em #6 no ranking principal da plataforma.

De Sam Savage a Massuma: a coragem de recomeçar

Em entrevista exclusiva, Massuma revela os bastidores dessa transição radical – de DJ de hip hop tocando para nomes como Travis Scott, Future e A$AP Rocky, para uma nova identidade musical com foco em grooves hipnóticos, percussão orgânica e camadas sensoriais que caracterizam o Afro House.

Deixei tudo para trás. Meus gigs, residências, até minha conta no Instagram. Era importante começar do zero”, explica o artista. “Contesto foi a música que me fez entender que essa mudança tinha propósito”, acrescenta.

Inspirado desde os tempos do UK funky house, Massuma revela que sua paixão por beats dançantes e atmosferas imersivas vem de longe. Mas foi apenas após a estagnação criativa no hip hop, especialmente após a morte de Pop Smoke, que ele decidiu recalibrar sua trajetória e renascer artisticamente.

“Contesto”: uma faixa com alma, groove e autenticidade

A construção de Contesto foi meticulosa. Desde a escolha do sample até a arquitetura do drop principal, Massuma revela que o projeto nasceu com uma visão clara. A faixa captura perfeitamente a transição entre intensidade emocional e pista de dança, com vocais envolventes e uma linha de baixo que gruda na cabeça. “Eu sabia que queria um grande drop, uma construção longa, vocal pitchado, bass pulsante e pads etéreos. A versão que você ouve hoje é exatamente o que eu imaginei desde o começo,” diz ele.

Crédito: Peter O’Sullivann

Apoio de gigantes e uma conexão com Keinemusik

Ter Rampa, &ME e Adam Port como padrinhos não é pouca coisa, e Massuma conquistou esse selo de aprovação com naturalidade. O primeiro contato aconteceu no Festival de Cannes, de forma quase improvisada. “Falei que sabia alemão (mentira), mas funcionou. Mandei Contesto e Lady Luck por WhatsApp e, no dia seguinte, ele me disse que queria assinar.

O selo VOD, braço da Keinemusik, tornou-se o lar ideal para essa estreia, posicionando Massuma já entre os novos nomes promissores da cena global. Afinal, com Contesto em alta, Massuma já se prepara para os próximos passos. Entre os lançamentos futuros estão “Blonda”, que sairá pela MoBlack Records, e a colaboração “Amazin’”, com David Mackay e Idaly.

Leia a entrevista completa com Massuma

Sua trajetória começou no hip hop, tocando para nomes como Travis Scott, Future e A$AP Rocky. Quando você migrou para o Afro House, não foi apenas uma mudança de gênero, você assumiu uma nova identidade. Qual foi o momento em que percebeu que precisava se reinventar, e não apenas evoluir?

Massuma: Depois de anos me apresentando como Sam Savage, senti que tinha chegado ao auge do que podia fazer dentro do hip hop. Com o cenário mudando, e com a falta de músicas realmente empolgantes após a morte do Pop Smoke, senti que era a hora certa de explorar novos caminhos. Sempre tive um amor profundo pela House music, desde a época do “UK funky house”, e já experimentava esses sons desde 2013/14.

E o que você deixou para trás com Sam Savage para que Massuma pudesse nascer? O que você fez questão de carregar daquela fase?

Massuma: Deixei quase tudo para trás – meus shows, residências que construí ao longo dos anos, até meu Instagram. Sentia que era importante começar do zero. A única coisa que realmente carreguei foi meu senso de estilo. Lembro que uma vez, tocando na Casa Amor, uma garota veio até mim e disse: “Achei que você era um rapper, aí você começou a tocar house e minha cabeça explodiu.” Esse momento resumiu bem a mudança.

Podemos imaginar, e no hip hop, a energia da pista costuma ser construída de forma direta e explosiva, enquanto no Afro House ela tende a ser mais gradual e hipnótica. Como essa diferença influenciou sua abordagem como DJ e produtor?

Massuma: É verdade, a mixagem no hip hop é muito rápida e dinâmica, com scratchs, transições inteligentes e segways criativos. Mas tudo isso virou “artilharia” que agora carrego comigo no Afro House. Essa bagagem também me deu a capacidade de entender e analisar uma pista de dança de forma mais profunda.

Sobre o novo single

Falando de “Contesto”, ela começou como uma ID que incendiou as pistas mesmo antes de ter um nome. Quando você percebeu que essa faixa era especial e poderia se tornar sua assinatura no Afro House?

Massuma: O momento em que o Rampa tocou a faixa em Barcelona e eu vi vídeos do público cantando a letra inteira foi quando percebi que ela tinha algo especial. Mesmo durante o processo de produção, a melodia não saía da minha cabeça. Me pegava cantando o dia todo. Foi aí que percebi que a música tinha o potencial de realmente conectar com as pessoas.

O título “Contesto” tem algum significado pessoal ou mensagem oculta?

Massuma: Não tem nenhum significado escondido. O nome original do sample que usei era “Si no le Contesto”, então decidi prestar uma homenagem ao sample original e simplifiquei o nome.

Muito legal, e criativamente, qual foi a parte mais desafiadora na construção da faixa, encontrar o groove perfeito ou saber quando a música estava realmente “pronta”? Tem gente que leva anos para encontrar esse momento.

Massuma: Houve muito vai e vem, sem dúvida. Mas desde o começo, eu já tinha uma visão clara de como queria que a faixa soasse. O maior desafio foi encontrar tempo entre as viagens e os shows para dar vida à ideia. Sabia que queria um grande drop, uma longa construção, o vocal mais agudo, aquele baixo “plucky” e camadas de pad drones e arpejos. O que você ouve hoje é exatamente a versão que imaginei desde o início.

Relação com a Keinemusik

Lançar sua primeira faixa pela VOD, selo da Keinemusik, já te coloca em um espaço super curado e seleto. Como foi o processo de se aproximar deles e conseguir essa validação?

Massuma: Conheci o Rampa no Festival de Cinema de Cannes, depois de um dos sets dele. Ele foi muito receptivo, e depois de eu dizer que falava alemão (o que era mentira), ele foi gentil o suficiente para ouvir “Contesto” e “Lady Luck”, que mandei pra ele pelo WhatsApp. Assim que ele ouviu “Contesto”, disse que queria assinar.

Bem, então você acertou em cheio! E, o público que te conhecia como Sam Savage reagiu de forma inesperada a essa mudança? Alguma história curiosa sobre fãs antigos descobrindo seu “novo eu”?

Massuma: Na verdade, não. Acho que até os fãs que me acompanhavam como Sam Savage migraram naturalmente para o Afro House, especialmente com o hip hop parecendo tão estagnado ultimamente. A mudança fez sentido, e a maioria apenas seguiu junto na jornada.

Momento atual e futuro

Com “Contesto” alcançando mais de 1 milhão de streams e subindo nos charts, como você lida com a pressão para o próximo lançamento?

Massuma: Na verdade, já passou dos 2 milhões. Pra mim, o segredo é continuar criando e inovando sem buscar a perfeição, porque a perfeição não pode ser forçada. Provavelmente não vou fazer outra faixa exatamente como “Contesto” – aquele foi um momento mágico por si só – mas estou confiante de que os próximos lançamentos vão se sustentar sozinhos.

Com certeza, quando você lança uma faixa explosiva, as pessoas sempre colocam mais expectativa nas outras. Mas nos conte um pouco sobre os próximos projetos. O que podemos esperar dos seus próximos lançamentos?

Massuma: Tenho uma faixa chamada “Blonda” saindo pelo selo da MoBlack, que está sendo muito aguardada. Também estou trabalhando em uma colaboração enorme com David Mackay e Idaly, chamada “Amazin“.

Bem, mal podemos esperar para ver o que vem por aí! Obrigada por conversar com a gente. Muito sucesso nessa nova fase, e esperamos te ver em breve no Brasil.

Ouça “Contesto” agora!

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