Descubra a crítica completa de Play, o novo álbum de Ed Sheeran. Analisamos os destaques, as fragilidades e se o disco consegue equilibrar inovação cultural com a essência intimista do cantor.
Ed Sheeran sempre equilibrou o intimismo de seu violão com produções pop grandiosas. Em Play, ele se lança em uma proposta ambiciosa: explorar influências culturais globais sem perder seu estilo característico. O resultado é um álbum polido e expansivo, que mistura emoção, diversão e experimentação sonora.
Sobre o álbum
Sheeran explicou que Play é o álbum que o fez se apaixonar pela diversão novamente. Depois do processo intenso e emocional de Subtract, ele quis criar algo leve e alegre, celebrando amor, vida, cultura e criatividade. Segundo ele, os últimos seis meses gravando o álbum reacenderam seu amor pelo pop e pela experimentação, resultando em um disco do qual se sente imensamente orgulhoso.
Redescobrir a diversão foi o ponto alto deste projeto. O resultado é uma obra colorida, que celebra a alegria de fazer música e se conectar com os ouvintes de forma positiva e envolvente.

Os pontos fortes de Play
Faixas como “Azizam” e “Sapphire” são exemplos claros da tentativa de Sheeran de dialogar com outras tradições musicais. O uso de instrumentos persas e indianos, mesmo que de forma pontual, mostra uma abertura estética pouco comum no pop mainstream.
Entre as faixas mais elogiadas estão “Slowly”, “Camera” e “For Always”, que retomam a vulnerabilidade lírica e o minimalismo sonoro que tornaram Sheeran um fenômeno mundial. Nelas, a produção recua para dar espaço à emoção e à interpretação vocal.
Produção refinada
O álbum é impecável em termos técnicos. As camadas de som são bem construídas, os arranjos equilibram o orgânico com o eletrônico e o resultado é de fácil consumo, sem perder sofisticação.
Fragilidades do álbum
Apesar da diversidade sonora ser um ponto positivo, Play às vezes soa como uma coleção de experimentos desconectados, em vez de um trabalho com narrativa clara. Algumas letras mais leves perdem a intensidade confessional de Subtract.
No entanto, como Ed destaca, o álbum é sobre diversão e exploração sonora, reacender o prazer de fazer música e se reconectar com o pop de forma leve e criativa. Esse equilíbrio ajuda a suavizar as fragilidades, tornando o disco agradável para fãs antigos e novos.
Destaques de faixas
- Azizam – ousadia sonora com influências persas.
- Sapphire – mistura pop com elementos indianos.
- Slowly – um dos momentos mais emotivos do álbum.
- For Always – balada sincera e intimista.
- A Little More – tentativa de mistura de estilos que divide opiniões.
- The Vow – é uma balada romântica que destaca-se por sua profundidade emocional e simplicidade lírica.
Conclusão:
Play é um álbum que mostra Ed Sheeran explorando novos territórios sonoros e culturais, tentando expandir seu repertório além do pop acústico que o consagrou. Ele entrega momentos de grande sensibilidade, como em Slowly e For Always, e ousa incorporar influências globais que, mesmo que nem sempre totalmente integradas, adicionam cor e diversidade ao disco.
Merece atenção do público, especialmente para quem aprecia o pop sincero, colorido e emotivo que Ed Sheeran propõe.
