Joe Keery, como Djo, explora mundos sonoros distintos em It’s Over e Carry the Name, novas faixas que unem nostalgia, energia e psicodelia moderna.
Joe Keery, que ganhou fama como Steve em Stranger Things, vem se consolidando também como músico alternativo sob o nome Djo. Em 2025, ele lançou o álbum The Crux, gravado no lendário Electric Lady Studios, com produção de Adam Thein. O disco mistura grooves retrô, sintetizadores expansivos e aquela vibe psicodélica que lembra um pouco os clássicos dos anos 60 e 70, mas com uma pegada totalmente contemporânea.
Nesta terça-feira, ele lançou uma nova faixa: “It’s Over”, e ontem (08) lançou “Carry the Name”. It’s Over é como um mergulho em um sonho. Com sintetizadores etéreos e batidas minimalistas, os vocais de Djo flutuam sobre a música, criando uma atmosfera íntima, perfeita para colocar fones de ouvido e se perder por alguns minutos. A música foi descrita como uma homenagem ao estilo de Paul McCartney, mas reinterpretada de forma moderna, com texturas e efeitos contemporâneos.
Já Carry the Name é pura energia. Com baixo pulsante e bateria eletrônica marcante, a faixa gruda na cabeça e convida ao movimento, seja numa sessão de fones ou numa pista de dança improvisada. Os vocais soam confiantes e contagiantes, mostrando o lado vibrante e acessível de Djo.
Psicodelia Moderna com toque nostálgico
O que chama atenção é como Djo transita entre mundos sonoros tão distintos sem perder identidade. Em It’s Over, há introspecção; em Carry the Name, celebração. Em ambas, é possível perceber um toque de criatividade que lembra a ousadia dos Beatles na fase psicodélica. Mas, vale lembrar que não é apenas pelo uso de efeitos e texturas, mas pela forma como cada elemento sonoro se entrelaça criando uma experiência imersiva.
Assim como os Beatles nos álbuns Revolver e Sgt. Pepper’s, DJO brinca com sobreposição de camadas, manipulação de timbres e experimentações de estúdio, fazendo com que a música seja mais do que melodia e ritmo – é quase um universo sonoro em cada faixa. Além disso, há uma atenção aos detalhes e à atmosfera, com sons inesperados que capturam o ouvinte, evocando a mesma sensação de descoberta e criatividade que marcou a psicodelia dos anos 60.
No fim, essas duas faixas mostram o melhor da banda: músicas sofisticadas e acessíveis, introspectivas e animadas, nostálgicas e modernas. Djo prova que Joe Keery não é apenas um ator talentoso, mas um artista capaz de criar faixas que realmente se destacam.
