Se existe uma série que transformou a patinação artística em palco para romance, rivalidade e debates acalorados nas redes sociais, essa série é Patinando no Amor (Finding Her Edge), da Netflix. E no centro dessa conversa está Olly Atkins, o ator que dá vida a Freddie, personagem que conquistou (ou nem tanto), fãs, dividiu opiniões e se tornou peça-chave do fenômeno.
Em entrevista, Olly mostrou maturidade ao falar sobre o peso emocional do papel, a pressão do fandom e os caminhos que enxerga para a segunda temporada.
Entre o gelo e o caos emocional
Freddie é, à primeira vista, o retrato do controle: técnico no gelo, disciplinado, competitivo. Mas fora da pista, a história é outra. O personagem carrega traumas familiares, dificuldades de comunicação e uma tendência a internalizar tudo, o que o torna intenso, às vezes frustrante, mas profundamente humano.
“Freddie definitivamente sabe competir melhor do que sabe se expressar”, resumiu Olly.
Para o ator, a fisicalidade do papel não foi um detalhe, foi o ponto de partida. Ele contou que a preparação envolveu horas reais no gelo. “Com uma habilidade como a patinação, existe uma parte que é simplesmente investimento de horas. Quanto mais tempo você passa treinando, mais isso constrói o personagem,” salivou Olly. A experiência, segundo ele, ajudou a moldar o lado competitivo de Freddie. Cada treino não era apenas técnica: era construção psicológica.
Quando o personagem vai para casa
Apesar de afirmar que tenta separar vida pessoal e trabalho, Olly admite que nem sempre é simples. Freddie passa boa parte da temporada emocionalmente frustrado, lidando com conflitos internos e amores mal resolvidos.
“Teve dias em que eu chegava em casa depois de gravar cenas mais sombrias e precisava meio que ‘lavar’ aquilo”, contou, de forma bem-humorada.
Mas ele faz questão de reforçar que atuar não é absorver uma nova personalidade, e sim descobrir camadas próprias. Ao interpretar alguém diferente de si, o ator percebe reações que teria ou não teria na vida real. “Você pensa: ‘Eu não teria reagido assim’. Ou então percebe que é parecido com o personagem em algo que não imaginava.”
O triângulo amoroso que incendiou a internet
Nenhuma conversa sobre Patinando no Amor escapa do assunto inevitável: #TeamFreddie ou #TeamBrayden? Olly encara a rivalidade com leveza. “É uma bênção incrível fazer parte de uma série na qual as pessoas estão tão investidas”, afirmou. Ele reconhece que Freddie não foi o favorito de todos, especialmente no desfecho da temporada. Mas e quando ele precisa escolher como espectador?

Ideologicamente, Olly se diz #TeamFreddie – afinal, passou meses construindo o personagem, entendendo suas dores e sua história. Mas como espectador, ele surpreende: “Se eu estivesse só assistindo, teria que ser Team Brayden. Aquela intensidade está toda ali na tela.” A resposta honesta explica por que o ator tem conseguido dialogar bem com os dois lados do fandom.
De Percy Jackson ao drama no gelo
Antes do romance esportivo, Olly participou de Percy Jackson and the Olympians, adaptação da obra de Rick Riordan. Fã do universo de fantasia desde jovem, ele descreve a experiência como especial.
Se em Percy Jackson o desafio envolvia efeitos visuais e cenas grandiosas, em Patinando no Amor o foco foi o mergulho emocional e físico. A combinação dos dois projetos ajuda a desenhar um ator versátil, confortável tanto em mundos mitológicos quanto em dramas contemporâneos.
O que vem na segunda temporada?
Sem revelar spoilers, Olly diz estar tão curioso quanto os fãs sobre os próximos episódios. Ele gostaria de ver um Freddie menos preso à dor e mais aberto ao romance, agora que o personagem finalmente tem a chance de viver esse amor de forma mais concreta.
Também demonstrou interesse em explorar ainda mais o lado competitivo e aprofundar as relações, inclusive com Brayden. “Qualquer coisa que a gente tiver a chance de fazer, eu estou dentro”, afirmou, celebrando o simples fato de que a série ganhou continuação.
Planos, sonhos e Brasil no radar
Apaixonado por cinema, Olly revelou que sonha em explorar ficção científica, faroestes e até filmes de ação com estética anos 80. “A lista é longa”, brincou. Ele também mandou um recado direto aos fãs, agradecendo pela paixão que ajudou a impulsionar a renovação da série. E deixou uma promessa no ar: visitar o Brasil está nos planos, quem sabe até durante o Carnaval.
Ao final da conversa, ficou claro que Olly Atkins entende o momento que está vivendo. Entre o gelo, o drama e a intensidade das redes sociais, ele demonstra equilíbrio raro para um ator em ascensão. Se a primeira temporada consolidou Freddie como personagem marcante do streaming, a próxima pode consolidar Olly como um dos nomes mais promissores de sua geração.
E enquanto a nova temporada não chega, a pergunta continua ecoando: você é de qual time? Assista a entrevista completa aqui!
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